
Lenta e quieta a sombra vasta
Cobre o que vejo menos já
Pouco somos,pouco nos basta.
O mundo tira o que nos dá.
Que nos contente o pouco que há.
A noite,vindo como nada,
Lembra-me quem deixei de ser,
A curva anónima da estrada
Faz-me lembrar,faz-me esquecer,
Faz-me ter pena e ter de a ter.
Ó largos campos já cinzentos
Na noite,para além de mim,
Vou amanhã meus pensamentos
Enterrar onde estais assim.
Vou ter aí sossego e fim.
Poesia!Nada!A hora desce
Sem qualidade ou emoção.
Meu coração o que é que esquece?
Se é o que eu sinto que foi em vão,
Porque me doí o coração?
ANTERO DE QUENTAL
Cobre o que vejo menos já
Pouco somos,pouco nos basta.
O mundo tira o que nos dá.
Que nos contente o pouco que há.
A noite,vindo como nada,
Lembra-me quem deixei de ser,
A curva anónima da estrada
Faz-me lembrar,faz-me esquecer,
Faz-me ter pena e ter de a ter.
Ó largos campos já cinzentos
Na noite,para além de mim,
Vou amanhã meus pensamentos
Enterrar onde estais assim.
Vou ter aí sossego e fim.
Poesia!Nada!A hora desce
Sem qualidade ou emoção.
Meu coração o que é que esquece?
Se é o que eu sinto que foi em vão,
Porque me doí o coração?
ANTERO DE QUENTAL
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